Com ameaça de Trump contra a China, dólar opera em alta

O dólar opera em alta nesta quarta-feira (11), diante do agravamento do cenário internacional depois que os Estados Unidos ameaçaram adotar novas tarifas sobre produtos da China, intensificando a disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Às 12h56, a moeda norte-americana subia 1,73%, vendida a R$ 3,8652. Veja mais cotações.

Guerra comercial

A China acusou os EUA de intimidação e alertou que vai responder às ameaças de novas tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses na terça-feira (10). Os dois países vêm trocando constantes ameaças e aplicaram sobretaxas mútuas sobre produtos importados, revela o G1.

Pequim afirma que vai responder mais uma vez contra as medidas tarifárias de Washington, inclusive por “medidas qualitativas”. Empresas norte-americanas na China temem que essa ameaça possa significar inspeções mais duras ou atrasos em aprovações de investimentos ou mesmo boicotes ao consumidor.

Os US$ 200 bilhões superam de longe o valor total de bens que a China importa dos EUA, o que significa que Pequim pode precisar pensar em maneiras criativas de responder a tais medidas dos EUA. O montante corresponde a 40% das vendas chinesas anuais para os EUA.

Os mercados chineses e europeus também caíam nesta quarta-feira, e o iuan enfraqueceu após as novas ameaças. O principal índice de ações brasileiro, o Ibovespa, seguia a tendência internacional e operava em queda nesta sessão. Veja mais cotações.

Atuação do BC

O Banco Central ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em agosto, no total de US$ 14,023 bilhões.

Com isso, rolou o equivalente a US$ 4,9 bilhão do total que vence no próximo mês. Como tem feito recentemente, o BC não anunciou intervenção extraordinária no mercado de câmbio para este pregão, por enquanto.

Na véspera, a moeda norte-americana caiu 1,85%, vendida a R$ 3,7994.

11/07/2018